
pode resistir ao tempo. Dürer nos deixou pelo menos 120 obras
que permaneceram intactas e com o mesmo frescor de uma pintura recente.
Em 1550, um artista de nome Johon White participa de expedição
registrando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, vindo a ser considerado por historiadores como o pai da aquarela.
Foi somente no século XVIII, no entanto, que a técnica passou a ser considerada como um método autônomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a "Arte Inglesa". Nesse momento, surgem nomes como Alexander Cozens, o poeta pintor William Blake, John S. Cotman, Peter de Wint, e John Constable.
produzindo 19.000 aquarelas, ganhando o título de maior aquarelista de todos os tempos.
Turner teria influenciado os pintores impressionistas, mas ouso afirmar
que a Aquarela exerceu tamanha influência sobre Turner, que passou a experimentar na pintura a óleo as mesmas possibilidades cromáticas, através de camadas bastante delgadas e sobrepostas e com muita luminosidade.
Um texto escrito por William Blake, que descreve essa pintura em aquarela
como "visões etéreas, produzidas com vapor de tinta...". Essa era uma postura acadêmica, que defendia a pintura em "plena pasta", ou seja, a pintura a óleo deveria ser aplicada em camadas espessas, obedecendo a procedimentos técnicos defendidos pelas academias de Belas-Artes da época.

Apreciada por alguns, desprezada por outros e incompreendida pela maioria, o certo é que a Aquarela deve ser defendida por suas qualidades intrínsecas, como uma técnica em si mesma.
Fonte: Luís Castanón, artista plástico e arte educador.



