segunda-feira, 28 de abril de 2008

Imagens que falam por si ...


Gritam as suas cores,

enquanto as formas insinuam.

A textura pode ser sentida ...

e até seu cheiro fresco

consegue exalar através de sua imagem!





sexta-feira, 21 de março de 2008

A Aquarela e a Arte Contemporânea



" O método da aquarela, técnica bastante antiga, foi utilizado por artistas flamencos e amplamente empregada em Florença e Venez
É com Alberto Dürer que a aquarela ganha importância, além de provar que
pode resistir ao tempo. Dürer nos deixou pelo menos 120 obras
que permaneceram intactas e com o mesmo frescor de uma pintura recente.

Em 1550, um artista de nome Johon White participa de expedição
registrando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, vindo a ser considerado por historiadores como o pai da aquarela.


Foi somente no século XVIII, no entanto, que a técnica passou a ser considerada como um método autônomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a "Arte Inglesa". Nesse momento, surgem nomes como Alexander Cozens, o poeta pintor William Blake, John S. Cotman, Peter de Wint, e John Constable.

William Turner foi quem melhor soube explorar suas possibilidades,
produzindo 19.000 aquarelas, ganhando o título de maior aquarelista de todos os tempos.

Turner teria influenciado os pintores impressionistas, mas ouso afirmar

que a Aquarela exerceu tamanha influência sobre Turner, que passou a experimentar na pintura a óleo as mesmas possibilidades cromáticas, através de camadas bastante delgadas e sobrepostas e com muita luminosidade.


Um texto escrito por William Blake, que descreve essa pintura em aquarela
como "visões etéreas, produzidas com vapor de tinta...". Essa era uma postura acadêmica, que defendia a pintura em "plena pasta", ou seja, a pintura a óleo deveria ser aplicada em camadas espessas, obedecendo a procedimentos técnicos defendidos pelas academias de Belas-Artes da época.



Wassily Kandinsky dizia que a aquarela é a "técnica experimental por excelência", e muita gente desconhece que a primeira obra abstrata da história é uma aquarela – assim como ignoram que as obras mais representativas de Kandinsky e Paul Klee foram realizadas através da aquarela.

Apreciada por alguns, desprezada por outros e incompreendida pela maioria, o certo é que a Aquarela deve ser defendida por suas qualidades intrínsecas, como uma técnica em si mesma.
Eleita entre todas a mais bela, a aquarela serve de inspiração ao poeta. Está presente na música, na literatura e no teatro como metáfora, portanto, próxima do ideal platônico e capaz de materializar valores simbólicos e espirituais como nenhum outro método consegue representar. "

Fonte: Luís Castanón, artista plástico e arte educador.






quarta-feira, 19 de março de 2008

Criatividade em Pablo Picasso

"O Sonho" - 1932 

coleção particular, Nova York,onde Picasso, numa única imagem, apresenta o perfil e o rosto inteiro de Marie-Thérèse
Fonte: Os Grandes Artistas Modernos - 1a. edição
Nova Cultural - 1986

Pablo Picasso nasceu em 1881 em Málaga, Espanha. Foi um parto difícil, onde o bebê teve que receber baforadas de charuto nas narinas, para conseguir as primeiras respirações.

Filho de artista considerado medíocre, seu pai,  no entanto,  nunca deixou de encorajar  o talento precoce  do filho. Picasso seguiu o caminho  que sempre desejou: pintar!

Muitos anos mais tarde, mais maduro e experiente,  ao analisar desenhos de crianças em uma exposição, Picasso diz: " Quando eu tinha essa idade, sabia desenhar como Rafael, mas precisei de uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças".
 

terça-feira, 11 de março de 2008

Fayga Ostrower, uma inspiração para a criatividade

Fayga Ostrower - "Maternidade" - Dec 50


Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora, Fayga Ostrower chegou ao Rio de Janeiro na década de 30.
Cursou Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estudou xilogravura com Axl Leskoscheck e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros.
Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma Bolsa de estudos da Fullbright.Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas.
Recebeu numerosos prêmios, entre os quais, o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958); nos anos seguintes, o Grande Prêmio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México, Venezuela e outros.

Entre os anos de 1954 e 1970, desenvolveu atividades docentes na disciplina de Composição e Análise Crítica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
No decorrer da década de 60, lecionou no Spellman College, em Atlanta, EUA; na Slade School da Universidade de Londres, Inglaterra, e, posteriormente, como professora de pós-graduação, em várias universidades brasileiras. Durante esses anos desenvolveu também cursos para operários e centros comunitários, visando a divulgação da arte. Proferiu palestras em inúmeras universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.
Foi presidente da Associação Brasileira de Artes Plásticas entre 1963 e 1966. De 1978 a 1982 presidiu a comissão brasileira da International Society of Education through Art, INSEA, da Unesco.
Em 1969, a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, publicou álbum de gravuras suas, realizadas entre 1954 e 1966.
É membro honorário da Academia de Arte e Desenho de Florença. Fez parte do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro de 1982 a 1988. Em 1972, foi agraciada com a condecoração Ordem do
Rio Branco.
Em 1998, foi condecorada com o Prêmio do Mérito Cultural pelo Presidente da República do Brasil. Em 1999, recebeu o Grande Prêmio de Artes P
lásticas do Ministério da Cultura.

Seus livros sobre questões de arte e criação artística são:
Criatividade e Processos de Criação (Editora Vozes, RJ); Universos da Arte (Editora Campus, RJ); Acasos e Criação Artística (Editora Campus, RJ); A Sensibilidade do Intelecto (Editora Campus, RJ - Prêmio Literário Jabuti, em 1999); Goya, Artista Revolucionário e Humanista (Editora Imaginário, SP) e A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte (Editora Campus, RJ).
Publicou numerosos artigos e ensaios na imprensa e na mídia eletrônica.
A biografia Fayga Ostrower foi lançada em 2002 pela Editora Sextante RJ.Fayga foi casada com Heinz Ostrower, historiador cuja biblioteca foi doada para o Arquivo Edgard Leuenroth, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, em Campinas, São Paulo.
Deixou dois filhos, Anna Leonor (Noni) e Carl Robert; e três netos, João Rodrigo, Leticia e Tatiana.Nascida em 1920 na cidade de Lodz, Polônia, a artista faleceu no Rio de Janeiro, em 2001.